No dia 14 de março de 2000 na Unesco em Paris foi aprovada depois
de 8 anos de discussões em todos os continentes, envolvendo 46
paises e mais de cem mil pessoas, desde escolas primárias, esquimós,
indígenas da Austrália,do Canadá e do Brasil, entidades
da sociedade civil, até grandes centros de pesquisa, universidades
e empresas e religiões a Carta da Terra. Ela deverá ser
apresentada e assumida pela ONU, após aprofundada discussão,
com o mesmo valor da Declaração dos Direitos Humanos. Por
ela poder-se-ão agarrar os agressores da dignidade da Terra, os
Pinochets anti-ecológicos em qualquer parte do mundo e levá-los
aos tribunais.
Na Comissão de Redação estavam Mikhail Gorbachev,
Maurice Strong, Steven Rockfeller, Mercedes Sosa, Leonardo Boff e outros.
Aqui segue a Carta para ser discutida nas comunidades e em todos os âmbitos.
Seu texto pode ser encontrado na internet: www.cartadaterra.org ou www.earthcharter.og
A CARTA DA TERRA
Preâmbulo
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra,
numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À
medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil,
o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas.
Para seguir adiante, temos que reconhecer que no meio da uma magnifica
diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana
e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças
para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito
pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica
e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo
que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa ressponsabilidade
uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras
gerações.
A Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução.
A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única.
As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente
e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais
para a evolução da vida. A capacidade de recuperação
da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação
de uma biosfera saudável com seus sistemas ecológicos, uma
rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas
puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é
uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção
da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão
causando devastação ambiental, redução dos
recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades
estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento
não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre
ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza,
a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e é
causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população
humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases
da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências
são perigosas, mas não inevitáveis.
Desafios Para o Futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar
da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição
e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças
fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de
vida. Devemos entender que quando as necessidades básicas forem
atingidas, o desenvolvimento humano é primariamente ser mais, não,
ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia para abastecer a todos e
reducir nossos impactos ao meio ambiente. O aparecimento de uma sociedade
civil global está criando novas oportunidades para construir um
mundo democrático e humano. Nossos desafios, ambientais, econômicos,
políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos
podemos forjar soluçoes includentes.
Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações devemos decidir viver com
um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a
comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos ao mesmo
tempo cidadãos de nações diferentes e de um mundo
no qual, a dimensão local e global estão ligadas. Cada um
comparte responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem estar
da família humana e do grande mundo dos seres vivos. O espírito
de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido
quando vivemos com reverência o mistério da existência,
com gratidão pelo presente da vida, e com humildade considerando
o lugar que ocupa o ser humano na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão de valores básicos
para proporcionar um fundamento ético à emergente comunidade
mundial. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes
princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável
como critério comum, através dos quais a conduta de todos
os indivíduos, organizações, empresas de negócios,
governos, e instituições transnacionais será guiada
e avaliada.
PRINCíPIOS:
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
| 1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade. |
| a. |
Reconhecer que todos os seres são interligados
e cada forma de vida tem valor, independentemente do uso humano. |
| b. |
Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres e no
potencial intelectual, artístico, ético e espiritual
da humanidade. |
| 2. Cuidar da comunidade da vida
com compreensão, compaixão e amor. |
| a. |
Aceitar que com o direito de possuir, administrar e usar os recursos
naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e
de proteger o direito das pessoas. |
| b. |
Afirmar que, o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder
comporta responsabilidade na promoção do bem comum. |
| 3. Construir sociedades democráticas
que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas. |
| a. |
Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os
direitos humanos e as liberdades fundamentais e dar a cada a oportunidade
de realizar seu pleno potencial. |
| b. |
Promover a justiça econômica propiciando a todos a
consecução de uma subsistência significativa e
segura, que seja ecologicamente responsável. |
| 4. Garantir a generosidade e a
beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações. |
| a. |
Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração
com referência ao meio ambiente é condicionada pelas
necessidades das gerações futuras. |
| b. |
Transmitir às futuras gerações valores, tradições
e instituições que apoiem, a longo termo, a prosperidade
das comunidades humanas e ecológicas da Terra. |
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
| 5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas
ecológicos da Terra, com especial preocupação
pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam
a vida. |
| a. |
Adotar planos e regulações de desenvolvimento
sustentável em todos os níveis que façam com
que a conservação ambiental e a reabilitação
integral sejam parte de todas as iniciativas de desenvolvimento |
| b. |
Estabelecer e proteger uma natureza viável e as reservas
da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para
proteger os sistemas de apoio à vida da Terra, manter a biodiversidade
e preservar nossa herança natural. |
| c. |
Promover a recuperação de espécies
e ecosisstemas em perigo. |
| d. |
Controlar e erradicar organismos não-nativos
ou modificados geneticamente que causem dano às especies nativas,
ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos
daninhos. |
| e. |
Manejar o uso de recursos renováveis como
a água, solo, produtos florestais e a vida marinha com maneiras
que não excedam as taxas de regeneração e que
protejam a sanidade dos ecosistemas. |
| f. |
Manejar a extração e uso de recursos
não renováveis como minerais e combustíveis fósseis
de forma que diminua a exaustão e não cause sério
dano ambiental. |
| 6. Prevenir o dano ao ambiente
como o melhor método de proteção ambiental e
quando o conhecimento for limitado, tomar o caminho da prudência. |
| a. |
Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios
ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação
científica seja incompleta ou não conclusiva. |
| b. |
Impôr o ônus da prova àqueles que afirmam que
a atividade proposta não causará dano significativo
e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental. |
| c. |
Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas consequências
humanas globais, cumulativas, de longo termo, indiretas e de longa
distância. |
| d. |
Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente
e não permitir o aumento de sustâncias readioativas,
tóxicas ou perigosas. |
| e. |
Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente. |
| 7. Adotar padrões de
produção, consumo e reprodução que protejam
as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar
comunitário. |
| a. |
Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de
produção e consumo e garantir que os resíduos
possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos. |
| b. |
Atuar com restrição e eficiência no uso de energia
e confiar-se de forma crescente nos recursos energéticos renováveis
como a energia solar e o vento. |
| c. |
Promover o desenvolvimento, a adoção
e a transferência equitativa de tecnologias ambientais saudáveis. |
| d. |
Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de
bens e serviços no preço de venda e permitir aos consumidores
identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais
e ambientais. |
| e. |
Garantir acesso universal ao cuidado sanitário
que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução
responsável. |
| f. |
Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de
vida e o suficiente material num mundo finito. |
| 8. Aprofundar o estudo da sustentabilidade
ecológica e promover a troca aberta e uma ampla aplicação
do conhecimento adquirido. |
| a. |
Apoiar o cooperação científica e técnica
internacional com respeito à sustentabilidade, com especial
atenção às necessidades das nações
em desenvolvimento. |
| b. |
Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria
espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção
ambiental e o bem-estar humano. |
| c. |
Garantir que informações de vital importância
para a saúde humana e para a proteção ambiental,
incluindo informação genética, estejam disponíveis
ao domínio público. |
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
| 9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético,
social, econômico e ambiental. |
| a. |
Garantir o direito à água potável,
ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não
contaminados, ao abrigo e à higiene segura, distribuindo os
recursos nacionais e internacionais requeridos. |
| b. |
Prover cada ser humano de educação e recursos para
assegurar uma subsistência sustentável, e dar seguro
médico e segurança coletiva a todos aqueles que não
são capazes de manter-se a si mesmos. |
| c. |
Reconhecer o não instruido, proteger o vulnerável,
servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas
capacidades e alcançar suas aspirações. |
| 10. Garantir que as atividades
econômicas e instituições em todos os níveis
promovam o desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável. |
| a. |
Promover a distribuição eqüitativa da riqueza
dentro e entre nações. |
| b. |
Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos
e sociais das nações em desenvolvimento e aliviar as
dívidas internacionais onerosas. |
| c. |
Garantir que todas as transações comerciais apoiem
o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental
e normas laborais progressistas. |
| d. |
Exigir que corporações multinacionais e organizações
financeiras internacionais atuem com transparência em benefício
da população e responsabilizá-las pelas consequências
de suas atividades. |
| 11. Afirmar a igualdade e a eqüidade
de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento
sustentável e assegurar o acesso universal à educação,
ao cuidado da saúde e às oportunidades econômicas. |
| a. |
Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar
com a violência contra elas. |
| b. |
Estabelecer a participação ativa das mulheres em todos
os aspectos da vida econômica, política, civil, social
e cultural como parceiros plenos e paritários, formadores de
opinião, líderes e beneficiários. |
| c. |
Reforçar as famílias e garantir a seguridade e a amorosa
criação de todos os membros da família. |
| 12. Apoiar, sem discriminação,
os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz
de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar
espiritual, dando especial atenção aos povos indígenas
e minorias. |
| a. |
Eliminar a discriminação em todas suas formas, como
as baseadas na raça, cor, sexo, orientação sexual,
religião, idioma e origem nacional, ética ou social. |
| b. |
Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade,
conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas
relacionadas a formas sustentáveis de vida. |
| c. |
Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os
para comprir seu papel essencial na criaçao de sociedades sutentaveis. |
| d. |
Proteger e restaurar lugares notaveis, de significado cultural e
espiritual. |
IV. DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
| 13. Reforçar as instituições
democráticas em todos os niveis e garantir-lhes transparência
e credibilidade no exercício do governo, a participação
inclusiva na tomada de decisões e no acesso à justiça. |
| a. |
Garantir o direito a todas as pessoas de receber informação
clara e em tempo hábil sobre assuntos ambientais e desenvolvimento
de todos os planos e atividades que poderiam afetá-las ou nos
quais tivessem interesse. |
| b. |
Apoiar sociedades locais, regionais e globais e promover a participação
ativa de todos os indivíduos e organizações na
toma de decisões. |
| c. |
Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão,
de assembléia pacífica, de associação
e de oposição. |
| d. |
Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos
e judiciais independentes, incluindo mediação e retificação
dos danos ambientais e da ameaça de tais danos. |
| e. |
Eliminar a corrupção em todas as instituições
públicas e privadas. |
| f. |
Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus
própios ambientes e definir responsabilidades ambientais a
nível governamental onde possam ser cumpridas mais efetivamente. |
| 14. Integrar na educação formal
e aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades
necessárias para um modo de vida sustentável. |
| a. |
Oferecer a todos, especialmente a crianças e a jovens, oportunidades
educativas que os empodere a contribuir ativamente para o desenvolvimento
sustentável. |
| b. |
Promover a contribuição das artes e humanidades assim
como das ciências na educação sustentável. |
| c. |
Maximizar o papel dos meios de comunicação de massas
no sentido de aumentar a conscientização dos desafios
ecológicos e sociais. |
| d. |
Reconhecer a importância da educação moral e
espiritual para uma subsistência sustentável. |
| 15.Tratar todos os seres vivos com respeito
e consideração. |
| a. |
Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e
diminuir seus sofrimentos. |
| b. |
Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas
e pesca que causem sofrimento externo, prolongado o evitável. |
| c. |
Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou
destruição de espécies ameaçadas. |
| 16.Tratar todos os seres vivos com respeito
e consideração. |
| a. |
Estimular e apoiar os entendimentos mútuos, a soliedariedade
e a cooperação entre todas as pessoas, dentro e entre
nações. |
| b. |
Implementar estratégias combinadas para prevenir conflitos
violentos e animar a colaboração de todos para manejar
e resolver conflitos ambientais e outras disputas. |
| c. |
Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até
chegar ao nível de uma postura não provocativa da defesa
e converter os recursos militares em propósitos pacíficos,
incluindo restauração ecológica. |
| d. |
Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras
armas de destruição de massa. |
| e. |
Afirmar que o uso de espaços orbitais e exteriores apoiam
a proteção ambiental e a paz. |
| f. |
Reconhecer que a paz é a integridade criada por relações
corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras
vidas, com a Terra e com o grande Todo do qual somos parte. |
| |
|
Como continuar
Como nunca antes na história o destino comum nos conclama a buscar
um novo começo. Tal renovação é a promessa
dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos
que comprometer-nos a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração.
Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade
universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação
a visão de de um modo de vida sustentavel a nivel local, nacional,
regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança
preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias
e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e
expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos
muito que aprender da continuada busca de verdade e de sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes.
Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos
encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício
da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo
prazo. Todo indivíduo, família, organização
e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências,
as religiões, as instituiçoes educativas, os meios de comunicação,
as empresas, as organizações não governamentais e
os governos são todos chamados a oferecer uma liderança
criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresa é
essencial para uma governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações
do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas,
cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais
existentes e apoiar a implementação dos princípios
da Carta da Terra junto com um instrumento legal vinculante com referência
ao ambiente e ao desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência
face à vida, por um compromisso firme de alcançar a sustentabilidade,
pela rápida luta pela justiça e pela paz e pela alegre celebração
da vida.
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